R 01
Educação ambiental ainda restrita
O Museu do Lixo da COMCAP, criado em 2003, é referência em
Santa Catarina, mas recebe em torno de 6 mil visitas por ano
— quase todas escolares. A escala não bate com 576 mil
habitantes. Falta presença contínua nas escolas, condomínios
e comunidades fora do circuito.
MMA · Museu do Lixo COMCAP
R 02
Confusão sobre o que e como separar
Desde junho de 2021 a cidade adota a coleta seletiva flex,
em quatro frações: secos, vidro, orgânicos compostáveis e
rejeito. A presidente da ACMR, Sarajane Rodrigues, resume a
dúvida que aparece nas casas: “separam direitinho e o
caminhão mistura tudo”. A percepção compromete a
confiança no sistema.
Jornalismo UFSC · O problema do lixo
R 03
Cobertura desigual do porta-a-porta
Em setembro de 2025 a coleta seletiva atende 100% dos
bairros, mas apenas 70% das ruas. Os 30% restantes dependem
de pontos comunitários, ecopontos ou entrega voluntária.
Desde 2021 foram integradas 150 novas vias; 47 entraram em
setembro de 2025.
FloripAmanhã · 09/2025
R 04
Falta espaço no prédio e na casa
Em condomínios, a maior dificuldade relatada pela prefeitura
é a falta de espaço para acondicionar quatro frações até a
coleta. Foi por isso que a frequência aumentou em bairros
adensados como Centro, Trindade, Itacorubi e Agronômica.
ND+ · 2022
R 05
Triagem com gargalo
As associações operam com equipamentos defasados. Em
levantamento do Caminho do Lixo (2016), apenas metade do
material da coleta seletiva era processado mensalmente. Um
centro de triagem automatizado custa cerca de R$ 11,5 milhões
e ainda não foi viabilizado em escala. Quando o sistema entope
a montante, recompensa quem separa em casa fica menor.
ND+ · Caminho do Lixo
R 06
Desigualdade territorial
Em bairros adensados e mais ricos a adesão chegou a 95% nos
condomínios do Itacorubi em 2022. Em áreas vulneráveis
(Maciço do Morro da Cruz, Mont Serrat, Morro do Horácio,
Mocotó) a solução foi contêiner comunitário e pontos de
entrega voluntária — outra lógica de participação.
FloripAmanhã · 2018